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Certa vez, um guerreiro japonês (samurai) morreu durante uma batalha juntamente com seu cavalo e seu cachorro. Então, os espíritos dos três partiram por uma longa caminhada em busca do céu. Haviam subidas e o sol estava forte, por isso eles ficaram com muita sede. Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um imponente tori, portal sagrado, que conduzia a uma praça, calçada com blocos de ouro, em cujo centro havia uma fonte de onde jorrava água à vontade. O samurai dirigiu-se ao guardião do portal e perguntou:
- Que lugar lindo é este?
- Isto aqui é o céu, foi a resposta..
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, aqui não se permite a entrada de animais.
O samurai ficou muito desapontado porque sua sede era grande, mas ele não beberia sozinho, deixando fora seus amigos. Assim, prosseguiu seu caminho.
Depois de muito caminhar morro acima, com sede e cansaço multiplicado, eles chegaram a um sítio, em cuja entrada havia uma velha porteira aberta. Perto da sombra de uma árvore descansava sentado um velho senhor.
- Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.
- Há uma fonte naquele ishibashi (bacia de pedra). Podem beber à vontade e se quiserem podem ficar por aqui, disse o velho.
O samurai, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- A propósito, perguntou o samurai, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o ancião.
- Céu? Mas o guarda do portal disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
- Mas então essa falsa informação deve causar grande confusão…
- De forma alguma, respondeu o velhinho. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque por lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos…
Show Oasis – Curitiba – 10/05/2009
Expotrade
- Oasis – WonderWall
- Oasis - Champagne Supernova
- Oasis – Morning Glory
- Oasis – Waiting For The Rapture
- Oasis – The Masterplan
- Oasis – Slide Away
- Oasis – The Importance of being idle
- Oasis – Supersonic
Noel Gallagher, guitarrista do Oasis, colocou um novo texto no blog oficial da banda no MySpace. Nele, o líder do grupo reclama dos shows que fez em Curitiba e em Porto Alegre: “Curitiba foi ótimo. O show, nem tanto. Não entendo o que tentamos provar tocando em lugares como aquele e como em Porto Alegre”.
Gallagher também compara a turnê brasileira com o show da banda em Buenos Aires, na Argentina, onde tocaram no estádio do River Plate: “Se todo mundo na Argentina viaja até Buenos Aires para fazer parte de uma das maiores noites de todos os tempos (não estou brincando, você deveria estar lá!), eu não vejo por que isso não poderia acontecer no Brasil”.
Para o guitarrista, quem sai em desvantagem são os espectadores. “São os fãs que saem perdendo, se quiser saber a minha opinião. Um show em um palco desmontável em um estacionamento nunca vai ser comparável ao barulho e cores de um estádio”, explica, completando: “Ainda assim, as apresentações foram ótimas. Poderiam ter sido melhores”.
O Oasis terminou sua turnê brasileira nesta terça (12) com um show no Gigantinho, em Porto Alegre. Antes, tocou na Arena Expotrade em Curitiba (10), na Arena Anhembi em São Paulo (9) e no Citibank Hall no Rio de Janeiro (7).
Noel’s ‘Tales From The Middle Of Nowhere’ (12/05/09)
What a mad day! I just woke up at 11:45. A.M.! That in itself is mental. I haven’t slept that long since 1998 – Paris, I think it was.
It’s FUCKIN’ PISSING DOWN WITH RAIN and it’s pitch black – maybe not black, but very, very grey.
Curitiba was great. The gig was anyway. Dunno what we’re trying to prove by playing places like that, and here in Porto Alegre for that matter. Why not just do 2 big, fuck off gigs in Rio and Sao Paolo?? If everyone in Argentina is willing to travel to Buenos Aires to be part of one of the greatest nights of all time (I’m not kidding, you should’ve been there!) Then I don’t see what the difference is in Brazil. It’s the kids who lose out, if you ask me. Someone throwing up a make-shift stage in some car park can never compare with the noise and colour of a stadium. Still, the gigs themselves are great. Could be better though. Anyway, ’nuff of that.
What’s happening with you?
As I said, am currently in Porto Alegre. Waiting to soundcheck. In the rain.
Looking forward to going home tomorrow.
In a bit.
GD.
Mania de curitibano, achar que o amarelo ainda é verde. E os 1ºs segundos do vermelho ainda é verde.
Ou acaba em tragédia ou trava o cruzamento ou fica igual um pato em cima da faixa.
3D/ANIMATION: DIEGO GONZALEZ
SOUND DESIGN: ANDREI CHIMINAZZO
Vídeo desenvolvido para a campanha Eu Amo Ensinar da Editora Positivo.
Go2nPlay Studios 2009
Animações + Edição – Diego Gonzalez
Então me pego pensando… como é que um sujeito tão inteligente… aliás, um sujeito não, vários sujeitos, tão inteligentes, em papel de liderança na empresa, conseguem tomar uma decisão idiota, em nome de uma estratégia?
Pois saiba que já participei de decisões assim. Já fiz parte, na verdade faço, de tomadas de decisão das quais depois me envergonho.Compactuei com a burrice e assinei embaixo…
Algumas vezes assino com a consciência de ser contra, mas de perder para a maioria. Perder para o consenso. Outras vezes, por “deixar pra lá”. E outras, conscientemente fazendo parte da burrada.
O interessante – ou assustador – é que essas pessoas, eu inclusive, no momento da tomada da decisão, estão usando a inteligência. Pensam, elaboram, criticam, analisam e… Agem como asnos.
É o que eu chamo de “asinidade” estratégica. Poderia ser “asnidade”, mas “asinidade” soa melhor… E se você não sacou, o termo vem de asno mesmo.
Na asinidade estratégica pensamos que estamos cortando gordura enquanto cortamos os músculos necessários para o crescimento. A asinidade estratégica vive do curto prazo, das decisões imediatas que vão representar um risco gigantesco para quem vier lá na frente. Seja outro gerente, outro político ou a próxima geração. A asinidade estratégica coloca as questões egocêntricas à frente das questões práticas.
A asinidade estratégica é o recurso dos covardes e incompetentes.
O asno estratégico não faz nem deixa fazer. E é capaz de discorrer por horas sobre a correção de seu ponto de vista, revestindo seu discurso com argumentações consistentes, calcadas na “prudência”, “ética”, “interesses dos acionistas”, “imagem”, “padrões” e outros jargões do mundo dos negócios, que povoam o universo do asinino estratégico.
A asinidade estratégica floresce principalmente no consenso. Na opinião da maioria, preocupada em manter-se nas áreas de conforto. Nasce da má interpretação do conceito de “democracia”. Para os ideologicamente estressados, explico: democracia é bom, é necessário ouvir todos os envolvidos, é bom ter a participação de todos. Mas só até um estágio. Dali pra frente, alguém tem que assumir a bronca e partir pra decisão. É quando o cagaço e a ignorância dão luz à asinidade estratégica.
A vacina contra a asinidade estratégica é a ação individual. É quando alguém tem a luz, percebe o desastre, chama a atenção e luta com todas as forças para mudar a decisão.
Mas esse alguém tem que ter um repertório. Tem que ter conhecimento. Tem que se fazer respeitar. Tem que ter…culhões.
Culhões? Na República do Cagaço? Pois é…
É fácil? Claro que não. Quando eu tinha meus vinte, trinta anos, esbanjava energia suficiente para brigar o dia todo contra a asinidade dominante. Mesmo perdendo em 99% das vezes… Hoje, beirando os cinqüenta, não tenho mais saco. Fiquei ranheta, impaciente, insuportável. Teimoso como um… Asno!
Odeio a asinidade estratégica. Por causa dela me sinto burro. Felizmente tenho esperanças. Sou um asno consciente. E é essa consciência que me dá esperanças de um dia, lucidamente, desasnar.
Luciano Pires







